sábado, 10 de julho de 2010

E se o sistema operacional mais usado fosse o Linux?

Eu compreendo o indivíduo que declarou ter problemas em passar do Windows para o Linux. Senti o mesmo ao experimentar o Windows. Decidi experimentá-lo, depois de alguns amigos que o usam a toda a hora me dizerem que era ótimo.

Fui até ao site da Microsoft para fazer o download mas não estava lá disponível. Fiquei frustrado porque não consegui descobrir como se fazia o dowload do mesmo. Por fim tive que perguntar a um amigo e ele disse-me que tinha de o comprar.

Fui até o carro, fui até à Staples e pedi a um dos vendedores uma cópia do Windows. Ele perguntou-me qual, eu disse-lhe: "Quero a mais completa, por favor" e ele respondeu: "São €599, por favor...". Soltei um palavrão e voltei para casa de mãos a abanar.

Um dos meus amigos deu-me uma cópia do Windows XP mas disse-me para não dizer nada a ninguém. Achei estranho porque faço sempre cópias do Linux para qualquer pessoa que me peça e digo sempre para passar essa cópia a qualquer outra pessoa que esteja interessada, uma vez que já não precisem dela. De qualquer forma coloquei o CD no leitor e esperei que iniciasse o sistema do "Live CD". Não funcionou. A única coisa que fazia era perguntar-me se o queria instalar. Telefonei para um dos meus amigos, para saber se estava a fazer alguma asneira, mas ele disse-me: "O XP não roda o sistema diretamente do CD".

Decidi, então, instalá-lo. Segui as instruções que apareciam na tela mas comecei a ficar nervoso porque não perguntou nada sobre os outros sistemas operacionais. Quando instalei o Linux, ele reconheceu que tinha outros sistemas operacionais na máquina e perguntou-me se queria criar uma nova partição e instalar o Linux lá. Voltei a ligar para o meu amigo e ele disse-me que o Windows elimina qualquer outro sistema operacional que encontra, ao instalar-se.

Fiz uma cópia de segurança das minhas coisas e joguei-me de cabeça na instalação. A instalação foi bastante simples, tirando a parte em que tive que escrever umas letras e um código. Tive de ligar outra vez para o meu amigo mas ele ficou chateado e veio escrever ele próprio o código. Voltou a dizer-me para não dizer nada a ninguém (!!!).Depois de reiniciar o computador, dei uma vista de olhos pelo sistema.

Fiquei chocado quando me deixou mudar as configurações do sistema sem pedir o acesso de root. O meu amigo começou a ficar um bocado irritado quando liguei outra vez para ele, mas acabou por aparecer em minha casa. Disse-me que o acesso de root era dado logo na inicialização. Tratei logo de fazer outra conta de usuário normal e passei a usá-la.
Comecei a ficar confuso quando tentei fazer mudanças e o sistema, ao invés de pedir acesso de root, disse-me que tinha que fechar a sessão de utilizador normal e abrir uma sessão como administrador. Comecei, então, a perceber porque é que tantas pessoas entram sempre como root e tive um arrepio na espinha.

Bom, mas já era hora de trabalhar. Fui ao menu "Iniciar -> Programas", para abrir uma folha de cálculo que eu precisava terminar, mas não consegui encontrar a aplicação de folhas de cálculo. O meu amigo disse-me que o Windows não trazia nenhuma aplicação dessas e que eu teria que a baixar da Internet. "Oh...", pensei, "uma distribuição básica". Fui ao "Adicionar/Remover Programas" do painel de controle (tal como no Linux), mas não havia lá programas para adicionar. Apenas deixava remover os programas. Não consegui encontrar o botão para adicionar aplicações. O meu amigo disse-me que eu tinha que procurar as aplicações por minha conta. Depois de muita pesquisa no Google, lá encontrei, descarreguei e instalei o OpenOffice.org.

Para dizer a verdade, diverti-me à brava com o Windows. Não entendi muito da terminologia... porque é que há um drive A, depois um C... onde é que está o drive B? Achei a distribuição demasiado básica, não inclui nenhuma aplicação que seja verdadeiramente de produtividade e torna-se muito confuso procurá-la. O meu amigo disse-me que eu precisava de software anti-vírus e anti-spyware, mas o Windows não vinha com nada disso.

Achei-o difícil, confuso e demasiado trabalhoso para mim. Pode ser bom para uma pessoa que seja do tipo técnico, como o meu amigo, mas eu fico-me pelo Linux, obrigado.

Este texto estava no fórum Darkside ( http://forum.darkside.com.br/vb/showthread.php?p=965282#post965282 ), e parece ter sido achado no fórum da Mandriva.

(copiado de http://comissaodereflexao.wordpress.com/2009/05/21/linux/ )

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

an important hidden text at windows7sins.org

Recently i found a text from http://windows7sins.org, which i found too important to be hidden in the "Learn more" link - since i can't link it anywere, i'm copying it to my blog post here:

"Give a man a fish and you feed him for a day. Teach him how to fish and you feed him for a lifetime." -- Lao Tzu

Increasingly, computers are expected to be useful tools in our children's education. But today, most children whose education involves computers are being taught to use one company's product: Microsoft's. Microsoft spends large sums on lobbyists and marketing to procure the support of educational departments.

The education of children represents a major revenue stream for Microsoft, and a strategic opportunity to embed their products into the lives of future adults. By enticing schools to teach their students using Windows and associated software, Microsoft can also make parents feel obliged to provide the same software at home. Where else do we see one corporation able to put their marketing and corporate branded materials in front of children as requirements in this way?

Many US states even boast about how they are cooperating with Microsoft, either ignoring or not understanding the corrupting influence that accepting freebies from this huge corporation has on their government. Because Microsoft's software is proprietary, it is incompatible with education. Users are simply passive consumers in their interactions with Windows. They are legally forbidden from adapting the software to solve a particular problem, or from satisfying an intellectual curiosity by examining its source code. An education using the power of computers should be a means to freedom and empowerment, not an avenue for one corporation to instill its monopoly through indoctrination.

Free software, on the other hand, gives children a route to empowerment, by encouraging them to explore and learn. Nowhere was the promise of an educational platform using free software more significant than the One Laptop Per Child (OLPC) project. Launched by MIT professor Nicholas Negroponte in 2003, OLPC was designed to lead children around the world to an advanced education using the combination of information technology and freedom. The project aimed to produce low-cost devices (starting with one called the XO) so that millions of children could have access to them, and free software, so they would [have the critical freedoms to explore and share their software][1].

Then [under pressure from Microsoft] [2], Negroponte backed the project away from its commitment to freedom and announced that the machine would also be a platform for running the nonfree Windows XP operating system.

Microsoft is now targeting governments who are purchasing XOs, in an attempt to get them to replace the free software with Windows. It remains to be seen to what degree Microsoft will succeed. But with all of this pressure, Microsoft has harmed a project that has distributed more than 1 million laptops running free software, and has taken aim at the low-cost platform as a way to make poor children around the world dependent on its products. The OLPC threatens to become another example of the way Microsoft convinces governments around the world that an education involving computers must be synonymous with an education using Windows. In order to prevent this, it is vital that we work to raise global awareness of the harm Microsoft's involvement does to our children's education.

http://laptop.org/en/vision/index.shtml
"To create educational opportunities for the world's poorest children by providing each child with a rugged, low-cost, low-power, connected laptop with content and software designed for collaborative, joyful, self-empowered learning. When children have access to this type of tool they get engaged in their own education. They learn, share, create, and collaborate. They become connected to each other, to the world and to a brighter future."

http://www.olpcnews.com/files/microsoft_emails_on_olpc.pdf

http://www.computerworld.com/s/article/print/9079798/Report_OLPC_may_eventually_switch_from_Linux_to_Windows_XP?taxonomyName=Hardware&taxonomyId=12

http://wiki.laptop.org/index.php?title=OLPC:Five_principles&diff=prev&oldid=131155

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Microsoft quando abusa, passa dos limites

A um tempo atrás, publiquei uma mensagem neste blog sobre o EULA do ms-Windows Vista.

E uma parte do EULA simplesmente diz: "The terms of the Vista EULA, like the current EULA related to the “Windows Genuine Advantage,” allows Microsoft to unilaterally decide that you have breached the terms of the agreement, and they can essentially disable the software, and possibly deny you access to critical files on your computer without benefit of proof, hearing, testimony or judicial intervention."


O pior que pode acontecer realmente aconteceu: a Microsoft remotamente formatou o disco do computador de uma amiga minha, apagando todos os ficheiros do computador incluindo trabalhos de investigação muito importantes, e deixando o Vista como se tivesse sido acabado de instalar. Situação muito estranha, que só merece indignação e revolta.

Ainda estou muito chocado com o que se passou, é mesmo surpreendente. E se querem mesmo continuar a usar o Vista, ou acreditar que algo vá mudar com o Windows 7, é por vossa conta. Só sei que um abuso a este nível é inadmissível, e acho que não sou só eu a ter esta opinião.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Microsoft despede, e pede devolução do salário!


Esta só consigo interpretar como desespero - a Microsoft, depois de uma asneirada atrás de outra, chegou ao ponto de, para além de ter de despedir funcionários, de pedir a devolução do salário que os foi pago. É, no mínimo, chocante.

Acho estranho porque será que esses funcionários teriam de devolver esse dinheiro - para além da humilhação em trabalharem numa empresa de seriedade duvidosa, e terem de se submeter às tão repugnantes políticas da empresa, vão ter agora de devolver o suado dinheiro fruto de tanto trabalho? (mesmo que tenha sido trabalho desperdiçado numa empresa que não o merece)

Bem, tomara que isto seja o prenúncio de uma excelente notícia, que seria o fim da Microsoft em breve. Um da IBM havia previsto que a Microsoft desapareceria em 10 anos. Não será em menos tempo ainda?

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Tokamak Porto (ISEP)

Acabei de vir agora mesmo do encontro Tokamak2, no ISEP. Minha ida lá foi algo que à partida achei arriscado, já que a última versão que utilizei a sério do KDE deve ter sido a 1.3 de a uns 10 anos atrás, achei o KDE 2.X decadente, nunca fui muito fã do 3.X, e o 4.X nem sequer consigo rodar em condições, versão a qual nunca deixei de falar mal.
Mas indo ao Tokamak, senti lá um entusiasmo e uma paixão por todo o imenso trabalho desenvolvido, e uma imensa troca de idéias, que seriamente, não consigo deixar de respeitar.
Mas temos de nos lembrar de factos: se não temos uma valente máquina, a swap é logo acedida no arranque (situação que é muito irritante e frustrante); Torvalds manifestou-se publicamente substituir o KDE pelo Gnome devido ao KDE4; começam a surgir projectos de gestores de janelas baseados em QT4 mais leves como o Antico; etc...
Até estou a pensar seriamente em migrar para uma plataforma a sério, do genero OpenSparc (numa máquina com pelo menos 2 processadores com 8 núcleos cada), para poder utilizar o KDE4 como deve de ser, e contribuir com o desenvolvimento.
Mas para já deixo os meus desafios para o desenvolvimento do KDE4.3 ou KDE5.0: keep-it-small-and-simple, modularidade, configurabilidade, simplicidade, rodar bem com pouca memória ram, etc. - não que eu acredite que estas propostas de desafio sejam levadas a sério, mas nunca é demais ser mais um a propor humildemente...

domingo, 21 de dezembro de 2008

Não sei se é para rir ou pra chorar

Agora a pouco, a partir de um link de um artigo publicado em slashdot.org, fiquei parvo de como, no ensino secundário, alguns professores manifestam completa ignorância em relação ao software livre, e que acham que toda e qualquer utilização de software que não seja proprietário é completamente ilegal - situação que pelo menos a mim deixa completamente chocado, principalmente nos dias de hoje.

http://linuxlock.blogspot.com/2008/12/linux-stop-holding-our-kids-back.html

Fez-me lembrar uma vez, numa sessão de formação profissional (daqueles cursos subsidiados) em que programas tipo office da Microsoft eram abordados, inevitavelmente toquei no assunto Open-Office, e a formadora sentiu-se bastante incomodada com o assunto - e eu, claro, sem perceber absolutamente nada da razão daquela reacção... Era daquelas que de certeza só conhecia o Excel, e para testar a cultura informática dela, cheguei mesmo a perguntar-lhe se já havia ouvido falar no Visicalc...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

sdlBasic no repositório

Já ia me esquecendo de dizer por cá - o sdlBasic finalmente (a um mês atrás) está disponível no repositório do Debian, e consequentemente no repositório do Ubuntu (9.04) também. Obrigado, Miriam Ruiz! =)